Brasileiro é tão bobinho...contenta-se com qualquer coisa. Leia abaixo matéria de Mauricio Stycer sobre a passagem do moçoilo pelas terras brasileiras.
A passagem do ator Ashton Kutcher por São Paulo será lembrada pela vaia que levou dos fotógrafos do São Paulo Fashion Week, irritados com sua demora em passar por um certo “red carpet” (também conhecido como “tapete vermelho”), onde era aguardado.
Na verdade, deveria ser lembrada como mais um episódio sobre a jequice nacional, sobre o nosso encantamento por qualquer bobagem estrangeira, no caso, um ator do terceiro time de Hollywood, cujos maiores feitos, até hoje, são o seu casamento com a atriz Demi Moore, quase duas décadas mais velha, e a popularidade que alcançou no Twitter.
Tratado como se fosse um Robert de Niro, Kutcher teve recepção de gala em São Paulo, onde esteve para desfilar por 30 segundos para uma grife cujas roupas ninguém que escreve sobre elas tem coragem de usar.
Kutcher não tem culpa de nada do que aconteceu nesta sua inesquecível passagem pela cidade. Ainda tentou ser simpático e escreveu no Twitter, onde é seguido por 6,3 milhões de pessoas, em português.
“Estou pronto para o Brasil. Brazil esta pronto para mim?”, anotou antes de embarcar. Aqui chegando, comentou: “Quem ama, protege.” O acidente deu-se na tarde de domingo, quando o tradutor automático que utilizou não compreendeu direito a sua mensagem e inventou uma nova língua: “esta noite o nosso coração vai dançar e sonhos vai ganhar em São Paulo”.
Sagaz, Kutcher percebeu, pela reação de seus leitores, que escreveu alguma bobagem. Nesta segunda-feira, removeu a mensagem, criticou o tradutor automático que usou, do Google, e disse que gostaria de inventar uma plataforma de tradução colaborativa na rede.
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