segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Feliz Dia das Bruxas

A crença em Deus pode resultar em duas maneiras distintas de influência no comportamento, segundo estudo americano

Ser lembrado do conceito de Deus pode diminuir a motivação das pessoas para perseguir seus objetivos pessoais, mas pode também ajudá-las a resistir as 'tentações' (comportamentos disfuncionais), de acordo com estudo publicado no site da Associação Americana de Psicologia.
"Cerca de 90% das pessoas no mundo concordam que existe um Deus ou um poder espiritual semelhante", disse o principal autor do estudo, Kristin Laurin, PhD, da Universidade de Waterloo no Canadá. “Está é a primeira evidência empírica de que o simples ato de lembrar-se de Deus pode diminuir alguns tipos de auto-regulações, como a realização de objetivos e pode melhorar outras, como resistir as 'tentações'".
A pesquisa foi realizada em 353 estudantes universitários dos quais 186 eram mulheres, com idade média de 19 anos, no qual todos participantes realizaram 6 experimentos para tentar determinar a influência da idéia de Deus na motivação das pessoas, mesmo entre aqueles participantes que não eram religiosos.
Em um dos experimentos mais significantes, os participantes foram convidados a formar frases gramaticalmente corretas usando um grupo de palavras; para alguns estudantes foram fornecidas palavras como Deus e palavras relacionadas (divino, sagrado, espírito), enquanto isso outros participantes receberam grupos de palavras neutras (mesa, pista, caixa). Em seguida, cada aluno teve de formar quantas frases lógicas pudessem ser feitas no período de cinco minutos.
Os Pesquisadores determinaram o nível de motivação dos alunos pelo número de frases produzidas e pela qualidade delas, antes de entregarem o grupo de palavras para cada aluno foi informado que um bom desempenho naquele teste evidenciava um bom sucesso na carreira.
Várias semanas antes desta experiência, os estudantes tinham sido perguntados se eles acreditavam que fatores externos (outras pessoas, seres, forças além de seu controle) tinham influência em suas carreiras. Entre os participantes que disseram que fatores externos, como Deus podem influenciar o seu sucesso na carreira, foram aqueles relacionados com o pior desempenho no teste, comparado com aqueles que não consideravam ou acreditavam nesses fatores.
Um segundo conjunto de experimentos olhou para a habilidade dos participantes para resistir a uma 'tentação' depois de ser lembrado sobre Deus. Em um estudo, sobre a qualidade da alimentação dos participantes, aqueles que em um teste precisavam se alimentar, quando eram lembrados de passagens de livros sagrados sobre a alimentação e a solidariedade, comiam menos que os participantes que não eram lembrados a respeito.
Os participantes que leram uma curta passagem da bíblia relataram maior vontade de resistir às tentações para atingir um objetivo importante, como manter um peso saudável, encontrar uma relação de longo prazo ou de ter uma carreira de sucesso.
Este efeito foi encontrado apenas entre os participantes que haviam dito anteriormente que eles acreditam que uma entidade onisciente agia sobre eles e os repreendiam quando se comportassem de forma irregular.
O nível de devoção dos participantes religiosos não teve impacto sobre os resultados em qualquer um dos experimentos, de acordo com os pesquisadores.

Experiências negativas com os pais contribuem para o comportamento agressivo infantil, sugere estudo

Um estudo de longo prazo sugere que crianças do jardim-de-infância que apresentam comportamento agressivo, desafiador e explosivo, tiveram uma relação tumultuada e com muitas experiências negativas com suas mães desde o nascimento. O estudo foi publicado na Revista de Desenvolvimento Infantil ( Journal Child Development).
Os pesquisadores da Universidade de Minnesota estudaram mais de 260 mães e seus respectivos filhos, acompanhado-os desde o nascimento até a 1º série escolar. Eles avaliaram as crianças e bebês que apresentavam temperamentos difíceis e explosivos, através de observações e relatórios feitos com os pais.
Quando as crianças completaram 2 anos e meio até 3 anos de idade, os pesquisadores observaram a relação entre mães e filhos e desafiaram aos dois realizarem tarefas, em que ajuda da mãe era necessária. Finalmente quando as crianças entraram no jardim-de-infância até a 1º série, os estudiosos pesquisaram com professores e pais a taxa de problemas relacionados ao comportamento.
"Antes do estudo, nós pensávamos que era provável que a combinação de temperamento difícil e experiências negativas com os pais, eram o que colocavam a relação pais-filhos em maior risco de conflito na idade escolar", de acordo com o autor do estudo, Michael F.Lorber, pesquisador da Universidade de Nova York. “No entanto, nossas mais recentes descobertas sugerem que é a experiência negativa na primeira infância é o que mais importa para o desenvolvimento conflituoso entre pais-filhos".
O estudo chamou de "experiências negativas" o modo como os pais expressam suas emoções negativas em relação ao filho, o modo grosseiro como certos pais manuseiam a criança, a forma de punitiva de ensinar certos comportamentos e assim por diante.
Os conflitos quando não solucionados tendem a progredirem, resultando em problemas de conduta das crianças nas escolas, como a agressão a outras crianças, repetindo o padrão cíclico, que causa mais hostilidade dos pais em relação a criança devido suas condutas.
Os investigadores acreditam que as descobertas do estudo podem ajudar no desenvolvimento de intervenções apropriadas para atingir as experiências negativas e na resolução de conflitos na infância entre pais e filhos, prevenindo assim problemas de conduta na adolescência e idade adulta.

Estudo recente investiga os principais desafios de amigos e parentes de pessoas que pensam em cometer suicídio e que forma poderia prevenir o ato suicida

Estudo recente investiga os principais desafios de amigos e parentes de pessoas que pensam em cometer suicídio e que forma poderia prevenir o ato suicida.


Uma pesquisa recentemente publicada investiga os principais desafios de familiares, amigos e profissionais de pessoas que pensam em cometer suicídio, para tentarem julgar se uma pessoa está realmente em perigo de suicidar-se e como agir frente a essa situação.
A pesquisa foi realizada pelo Dr. Owens Christabel do Colégio Península de Medicina e Odontologia, apoiado pela Clínica Devon Partnership e financiado pelo Conselho de Pesquisa Médica do Reino Unido. Sendo que os resultados foram publicados em 22 de outubro de 2011, na Revista Médica Britânica.
Pesquisadores investigaram 14 casos de suicídios com idades entre 18-34 anos, em Londres e no País de Gales do Sul, sendo que em nenhum dos casos estava recebendo cuidados especializados em saúde mental. Os pesquisadores pediram aos parentes e amigos das pessoas falecidas que testemunhasse sobre o período anterior ao suicídio, e como posteriormente interpretaram o que viram. Ao todo, 31 leigos informantes (pais, companheiros, irmãos, amigos) participaram do estudo.
Os resultados da pesquisa demonstram que parentes e amigos nem sempre recebiam sinais claros de aviso do indivíduo que cometeria suicídio, e que mesmo quando o aviso era óbvio que algo estava seriamente errado, os familiares e amigos não conseguiam ter coragem para tomar medidas.
Familiares e amigos daqueles que tem ideações suicidas são confrontados por grandes bloqueios emocionais, especialmente o medo. Eles sentem o medo de intrometer na vida emocional do indivíduo e danificar a relação por "dizer a coisa errada". Toda essa situação é emocionalmente carregada e afeta a maneira como cada pessoa responde.
Ao contrário de doenças como acidente vascular cerebral (AVC), onde as campanhas nacionais de sensibilização têm sido construídas em tornos de sinais óbvios ao procurar, este estudo enfatiza o caráter obscuro e difícil da detecção de um possível suicídio. As famílias não sabem como agir, não havendo um "se você ver isso, faça assim" mesmo a literatura sugerindo alguns sinais mais comuns para suicídio.
Disse o Dr. Owens: "Mesmo médicos com formação de muitos anos de experiência acham que é muito difícil avaliar se uma pessoa está em risco iminente de suicídio. Os membros da família e amigos se encontram em um território desconhecido, sem formação e informação ao público. Na maioria dos casos eles podem saber que um parente ou amigo está com problemas, mas não têm absolutamente nenhuma idéia de que o suicídio é uma possibilidade. A pessoa pode dar dicas muito indiretas, possivelmente quando desinibido pelo álcool, que eles estão pensando em suicidarem, mas é difícil para os outros saberem como levar a sério essas mensagens e como responder a elas”.
A pesquisa também aponta que existe uma grande dor emocional e psicológica nos sujeitos que tem ideações suicidas, sendo que o ato de procurar ajuda de um profissional confessando seus sentimentos exige muita coragem e muitas vezes é um último recurso a ser buscado. Disse ainda o autor do estudo "É triste que, no decorrer de nossa pesquisa, temos repetidamente se deparar com exemplos de pessoas que se fizeram ir ao seu médico e receberam uma avaliação de risco superficial, enviados para casa com pouco ou nenhum apoio e, posteriormente, se mataram. Em outros casos, um parente tenha tomado as suas preocupações para um profissional e pediu conselhos, e foi dito que o caso não poderia ser discutido com eles por razões de confidencialidade do paciente".
Tendo identificado os desafios que a família e os amigos dos suicidas, os autores deste estudo, em parceria com organizações oficiais e voluntários, trabalham no desenvolvimento de soluções.
Disse o Dr. Owens: "Há algumas habilidades de prevenção de suicídio cursos de formação disponíveis, mas eles não são ideais para os membros do público em geral, e não sabemos como obtê-los para as pessoas que precisam deles. Nós ainda precisamos identificar as mensagens-chave que temos de passar para as pessoas, e trabalhar como podemos entregá-las a parentes e amigos daqueles que estão em risco de suicídio”.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Cuide do Jardim

O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você. Mário Quintana

O que é emoção?

Como pode ser entendida a emoção?

Pinto defende:
A emoção é uma experiência subjetiva que envolve a pessoa toda, a mente e o corpo. É uma reação complexa desencadeada por um estímulo ou pensamento e envolve reações orgânicas e sensações pessoais. É uma resposta que envolve diferentes componentes, nomeadamente uma reação observável, uma excitação fisiológica, uma interpretação cognitiva e uma experiência subjetiva (2001).
Por seu lado, Goleman disse:
Quanto a mim, interpreto emoção como referindo-se a um sentimento e aos raciocínios aí derivados, estados psicológicos e biológicos, e o leque de propensões para a ação. Há centenas de emoções, incluindo respectivas combinações, variações, mutações e tonalidades (1997).
Uma definição de emoção, numa simplificação do processo neurobiológico, conforme Damásio diz que consiste numa variação psíquica e física, desencadeada por um estímulo, subjetivamente experimentada e automática e que coloca num estado de resposta ao estímulo, ou seja, as emoções são um meio natural de avaliar o ambiente que nos rodeia e de reagir de forma adaptativa (2000).

Segunda é dia de...

Bom dia!


Ainda que com alguns impedimentos...

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Treze visões...

E se cada história tivesse sua visão, e se ligasse a outras, que se entremeasse de outras...o que você faria? Um dos melhores filmes de todos os tempos.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Compras compulsivas

O descontrole com compras é ao mesmo tempo um problema antigo e cada vez mais moderno, existem descrições anedóticas desse comportamento desde o século XVIII. O Comprar compulsivo ou Oniomania (do grego: oné – comprar, mania – loucura), se caracteriza por um excesso de preocupações e desejos relacionadas com aquisição de objetos e por um comportamento caracterizado pela incapacidade de controlar suas compras e gastos financeiros.
É classificado como um Transtorno do Controle do Impulso, onde “a característica essencial é a falha em resistir a um impulso, instinto, ou desejo de realizar um ato que é prejudicial ao indivíduo ou outras pessoas” (Organização Mundial da Saúde).
A Oniomania é caracterizada por:
  • Preocupação excessiva e perda de controle sobre o ato de comprar
  • Aumento progressivo do volume de compras
  • Tentativas frustradas de reduzir ou controlar as compras
  • Comprar para lidar com a angústia, ou outra emoção negativa
  • Mentiras para encobrir o descontrole com compras
  • Prejuízos nos âmbitos social, profissional e familiar
  • Problemas financeiros causados por compras
  • Roubo, falsificação, emissão de cheques sem fundos, ou outros atos ilegais para poder comprar, ou pagar dívidas
A compra normal segue uma seqüência de raciocínio relativamente fixa:
  1. Avaliação da necessidade
  2. Avaliação das possibilidades
  3. Pesquisa de preço e condições de pagamento
  4. Consulta a terceiros
  5. Negociação
  6. Deliberação
  7. Comprar apenas o programado

Aprender ainda é a melhor ginástica para os neurônios

Para especialistas, jogos são válidos, mas não bastam para estimular o cérebro.
Estudo de línguas, aulas de dança e leitura são a receita, aliados ao bem-estar físico.

Aprender a aprender: enquanto se multiplicam sites, jogos e exercícios que prometem turbinar os neurônios, o aprendizado ainda é, para especialistas, a melhor receita de “malhação cerebral”.
Segundo médicos e neurocientistas, enquanto jogos como palavras cruzadas, sudoku, quebra-cabeça baseado na colocação lógica de números, ou charadas matemáticas exercitam capacidades específicas do nosso cérebro, o estudo de línguas, aulas de dança, de instrumentos musicais ou mesmo uma boa leitura o protegem de doenças e o ajudam a ficar mais resistente. Tudo isso aliado a boas noites de sono e atividades físicas.


sexta-feira, 10 de junho de 2011

Aversão por matemática

A aversão é tanta que o senso comum aponta: o brasileiro já nasce sem vocação para aprender matemática. O estudo na área começa com professores sem formação específica, que em geral não gostam da disciplina, e acaba com docentes que têm conteúdo para transmitir, mas não didática. No fim do ensino médio, exames confirmam o despreparo.
O resultado do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), divulgado no mês passado, mostrou que 57% dos alunos terminam o ensino médio com rendimento insatisfatório em matemática.
Os números do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), que avaliou o desempenho em matemática de jovens na faixa de 15 anos, colocaram o Brasil na 57.ª posição em um ranking de 65 países. No topo da lista estão China, Cingapura e Hong Kong.
Se a meta é fazer com que a produção de ciência e tecnologia acompanhe o crescimento econômico do Brasil, essa intolerância à matemática precisa ser combatida com urgência, dizem os especialistas.
E a mudança precisa começar na sala aula. Mas não naquela que as crianças frequentam. A reforma deve ocorrer, primeiramente, nas classes das universidades que formam os futuros professores do País.
O desafio começa na formação dos docentes que dão aulas para o ensino fundamental 1. No Brasil, os professores do 1.º ao 5.º ano são polivalentes, isto é, responsáveis pelo conteúdo de todas as disciplinas e, por isso, não têm uma formação específica. Entre eles, poucos estudaram exatas. "Além de ter de dar conta de todas as matérias, muitos trazem a tradição brasileira de não gostar de matemática", diz Priscila Monteiro, consultora pedagógica para a área de matemática da Fundação Victor Civita.
Para esses, segundo a especialista, falta conhecimento. "Ele sabe ensinar, mas, como não domina o conteúdo, acaba preso às regras. Logo, a criança aprende de forma arbitrária, sem lógica." Priscila conta que, numa análise de cadernos de estudantes, constatou que, nas questões de matemática, sempre havia a resposta, nunca o processo de resolução. "Desse jeito, o aluno não constrói uma postura investigativa."
Problema oposto ocorre com os docentes do ciclo 2 do ensino fundamental, que dão aula para estudantes do 6.º ao 9.º ano. "Nesse caso, o professor de matemática é formado na área, tem conteúdo, mas lhe falta didática. Daí, ele se foca naqueles alunos que acompanham a aula e os outros continuam parados, aumenta o vale entre eles," diz Priscila.
Mudanças. Para tratar de propostas e materiais para o ensino de matemática, o Instituto Alfa e Beto (IAB) promove, em agosto, um seminário internacional sobre o tema, voltado a professores e coordenadores pedagógicos. "Vamos discutir a forma de ensino: o material pedagógico que usamos é adequado? Qual o tempo de aula ideal? A fração tem que ser ensinada em forma de pizza? Decora ou não tabuada?", elenca João Batista Araujo e Oliveira, presidente do IAB.
Um dos palestrantes é Daniel Willingham, professor de Psicologia Cognitiva da Universidade de Virgínia. "Estou certo de que todos são aptos a aprender matemática. Mas também estou certo de que é uma disciplina mais abstrata e, por isso, mais difícil de ensinar do que as outras."
Para outro convidado do evento, Hung-Hsi Wu, da Universidade da Califórnia, a dificuldade existe porque o aprendizado não é "natural". "A criança aprende a falar sem esforço especial, mas matemática é uma arte difícil. Se não for ensinada por quem sabe, se torna assustadora. Mas, se for uma descoberta bem guiada, pode ser surpreendente."
Efeito cascata. Formar alunos com gosto pela matemática pode ajudar a resolver até mesmo a carência de professores da disciplina. Nos vestibulares da USP e da Unesp, por exemplo, a concorrência para licenciatura na área é de cerca de dois candidatos por vaga.
No País há 59 mil professores formados em Matemática para 211 mil com formação em Letras. Somado a isso, muitos dos formados passam longe da escola. A baixa remuneração paga aos professores não atrai esses profissionais e muitos optam, por exemplo, pelo trabalho na rede bancária.

Comparação

4 em cada 10 jovens brasileiros de 15 anos não sabem fazer uma operação de multiplicação, habilidade ensinada até o 5º ano do ensino fundamental
30 mil engenheiros se formam ao ano no Brasil. O número representa 23 engenheiros para cada 10 mil habitantes. Em Israel, o índice chega a 140. No Japão, são 75

Ideia de que opostos se atraem é mito

"Os opostos se atraem" é um ditado antigo o suficiente para parecer eterno. De acordo com especialistas, a frase famosa pode não passar de um lugar comum, ainda mais se comparada aos efeitos da similaridade e da proximidade sobre os relacionamentos.
"Tendemos a escolher quem está por perto, parecido com a gente. Achamos que é coisa do destino, que somos o 'Sr. e a Sra. Perfeitos um para o outro', quando, na verdade, estamos mais para o 'Sr. Conveniente' e a 'Sra. Ali na esquina'. Não tem nada de místico", afirma Meg Barker, terapeuta sexual e professora de psicologia da Open University, na Inglaterra.
Do ponto de vista antropológico, a ideia é semelhante. "Não existe instinto nem predestinação genética ou biológica quando escolhemos um parceiro. O que existe é uma adaptação necessária de acordo com o ambiente e a situação econômica", explica Volker Sommer, antropólogo especializado em reprodução sexual e professor da University College of London (UCL). Diante de um público de cerca de 150 pessoas, os dois especialistas participaram de um debate no Museu de História Natural, em Londres, na sexta (27), sobre por que certos relacionamentos duram e outros não.
Mesmo com os altos índices de infidelidade, separação e divórcio, além de muita gente vivendo sozinha, adoramos um romance, a ideia de um relacionamento, de uma história de amor, segundo Meg. "Há quem diga que os relacionamentos amorosos são a nova religião, que nos dão um sentido de identificação, de pertencimento. Mas é um paradoxo: queremos pertencer, mas queremos manter a nossa liberdade num relacionamento. É aí que entra o conflito."
Não à toa damos tanta importância a 'dicas' alheias, segundo a terapeuta. É só olhar as revistas, com regras para conquistar alguém, regras para manter um relacionamento, regras para o sexo perfeito. "Somos encorajados a mostrar uma imagem perfeita e colocamos uma expectativa muito grande em cima do outro também. A frustração vem quando nos damos conta de que estamos lidando com uma pessoa real, com virtudes e vícios." Ou quando há uma quebra do acordado entre as partes, ou seja, alguém pula a cerca.
A falta de comunicação e diálogo entre o casal é a principal causa do fim de um relacionamento, aponta Meg. "Quando começamos a quantificar: 'eu fiz isso tantas vezes e você não', é o indício de que não está funcionando, porque não estamos mais pensando no parceiro como uma pessoa livre que tem os seus desejos e sonhos." Sommer concorda: "São dois indivíduos com interesses que nem sempre batem. Nós fazemos compromissos e o segredo é tentar ser feliz dentro desse compromisso."

Evolução

A nossa sociedade, por uma questão cultural, determina que os nossos relacionamentos sejam monogâmicos, isto é, envolvam apenas duas pessoas. Leis, inclusive, proíbem a poligamia, quando há mais parceiros no meio da história. "Só que, apesar de defender a monogamia, a sociedade só mantém a aparência, pois ela é secretamente não monogâmica. Basta ver a quantidade de casos extraconjugais e de infidelidade", argumenta Meg.
No início da evolução dos primatas, explica, havia mais liberdade sexual. Sem estratificação, tanto as fêmeas quanto os machos se relacionavam com quem quisessem. Quando desenvolvemos o cérebro maior do que o dos nossos ancestrais, houve uma mudança de comportamento. "O cérebro representa apenas 3% do peso do nosso corpo, mas consome 20% da energia que produzimos. Isso significa que precisamos de comida de boa qualidade. As fêmeas já não davam conta de conseguir comida para manter o seu metabolismo e o do bebê e, então, passaram a depender do macho."
Para que a coisa fluísse bem, as fêmeas precisavam cooperar. "Numa sociedade de macacos, as fêmeas sincronizam o seu ciclo menstrual. Todo mundo menstrua, fica fértil e infértil simultaneamente. A competição entre os machos acaba, porque eles não correm nenhum risco de perder parceiras e, assim, podem sair juntos para buscar alimento", diz Sommer. "A comida servia de moeda de troca para obter sexo. As mulheres podiam usar a sua fertilidade para trocar sexo por carne para si e o seu bebê. E os homens estariam mais propensos a isso se tivessem a paternidade garantida."
Uma grande mudança aconteceu quando surgiu a agricultura, entre 13 mil e 15 mil anos atrás. "Os machos passaram a controlar a sexualidade e a fertilidade das fêmeas. Virou uma sociedade patriarcal. Para atrair as fêmeas, os machos mantinham uma área confortável, com alimentos. Então, era basicamente o cara rico dizendo: 'fique comigo porque tenho muitos recursos'. Ou era assim ou era na base da força. Aquele que não tivesse muitos recursos lutava com os adversários para conseguir a fêmea."

Tamanho físico

Em sociedades de macacos, o tamanho físico ajuda a definir o tipo de relacionamento. Sommer explica que uma fêmea e um macho com o mesmo tamanho têm grande predileção pela monogamia. Exemplo são os gibões, os únicos macacos monogâmicos: escolhem um(a) parceiro(a) e ficam com ele(a) até o fim. Se um macho for muito maior do que a fêmea, como os gorilas, a tendência é de poliginia (quando um macho se relaciona com mais de uma fêmea). "Se olharmos para os humanos, os machos são 20% mais altos e mais pesados que fêmea, ou seja, sem grande diferença. Você até pode querer ter mais mulheres e querer sair lutando contra os concorrentes para conseguir mais algumas. Mas não dá, você não é um gorila", brinca.
ssim como em outras espécies, a aparência física também importa para os humanos. "Quando escolhemos um parceiro, acreditamos que estamos fazendo as nossas próprias escolhas com base nos sentimentos. No entanto, estamos só preenchendo um questionário", afirma o antropólogo Sommer.
Em cartaz até o dia 2 de outubro no Museu de História Natural, a exposição "Sexual Nature" (na tradução livre, "natureza sexual") traz curiosidades sobre como os animais atraem e se relacionam com seus parceiros. O faisão e o pavão, por exemplo, abrem todo o seu penacho para cortejar as suas fêmeas. Há ainda uma espécie de lagartixa que não depende do macho para se reproduzir e leoas que podem ficar insaciáveis durante o período fértil – uma vez, uma leoa foi vista tendo 157 relações sexuais em 3 dias.

sábado, 4 de junho de 2011

Conselho pune psicóloga que oferecia terapia para curar 'homossexualismo'

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) decidiu, nesta sexta-feira (31), aplicar uma censura pública à carioca Rozângela Alves Justino, psicóloga que oferecia terapia para curar o homossexualismo. Ela já havia sido condenada à censura pública no Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro em 2007. Resolução do CFP de 1999 proíbe os psicólogos de tratar a homossexualidade como doença, distúrbio ou perversão e de oferecer qualquer tipo de tratamento.
A terapeuta estava sujeita à suspensão do exercício profissional por 30 dias ou, até mesmo, à cassação do registro. Entretanto, os conselheiros decidiram, por unanimidade, que a censura pública era a medida mais adequada no caso. O advogado Paulo Fernando, contratado pela psicóloga, disse que vai recorrer na Justiça Federal contra a decisão do CFP.
A ABGLT fez representação junto ao conselho de ética do CRP do Rio, requerendo a cassação do registro de Rozângela. "Precisamos que essa senhora pare de atuar. Já temos, inclusive, notícias de outros profissionais que têm atuado de mesma forma que ela, principalmente ligados a religiões", apontou Igo Martini, presidente do Centro Paranaense de Cidadania, um das entidades filiadas a ABGLT.
A psicóloga, no entanto, não dá sinais de que parará tão cedo. "Com certeza, vou continuar. Vejo que as pessoas têm direito de procurar esse apoio. É a pessoa que define o quer dentro da psicoterapia. Não sinto vergonha e nunca sentirei de acolher pessoas que querem deixar voluntariamente o estado de homosseuxalidade", afirmou.
Em seu blog na internet, Rozângela, se diz perseguida pelo Conselho Federal de Psicologia, no que ela chama "Ditadura Gay". Para Rozângela, as pessoas não são homossexuais, mas "estão" homossexuais. Para defender sua tese, ela cita a classificação da Organização Mundial de Saúde que divide a orientação sexual em bem aceita/assumida pela pessoa (egossintônica) ou mal aceita (egodistônica). "Então, em pessoas cuja homossexualidade seja egodistônica, respeitando a motivação individual para efetuar as mudanças que elas mesmas desejarem, o estado homossexual é passível de mudança", escreve.
Para a militância LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais), tal opinião contribui para o preconceito e a negação do homossexualismo tanto pela pessoa quanto pela família, ao postular que existe cura. "Esse tratamento é charlatanismo, pois tanto OMS quanto o Conselho Internacional de Psiquiatria declaram que o homossexualismo não é doença nem transtorno mental. Mesma coisa dizer que vai curar a Aids", fala Igo. "O sofrimento vem da pessoa não aceitar sua condição, não viver bem consigo mesma. Os homossexuais sofrem ainda mais por conta de profissionais como essa senhora e de religiosos que dizem que isso é pecado.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Fábula de Esopo

Um Asno, ao colocar sobre seu dorso uma pele de Leão, vagava pela floresta divertindo-se com o pavor que causava aos animais que ia encontrando pelo seu caminho.
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Por fim encontra uma Raposa, e também tenta amedrontá-la. Mas a Raposa, tão logo escuta o som de sua voz, exclama com ironia: "Eu certamente teria me assustado, se antes, não tivesse escutado o seu zurro".
Autor: Esopo

Moral da História:
Uma pessoa pode se esconder por trás das aparências, mas suas palavras acabarão por revelar à todos quem na verdade ele é.

A impulsiva

"Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou maduro bastante ainda. Ou nunca serei.”

terça-feira, 31 de maio de 2011

Vai chorar?

Cheiro de lágrima feminina diminui desejo sexual de homens
Ver mulher aos prantos reduz nível de testosterona

Ver uma moça chorando, apesar de não ser raro, costuma sensibilizar os homens. O que pouca gente sabe é que o simples odor dessas lágrimas diminui a excitação sexual masculina. O cheiro, porém, é tão sutil que não chega a ser registrado de forma consciente. A descoberta foi feita por cientistas israelenses coordenados pelo neurocientista Noam Sobel, do Instituto Weizmann. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores selecionaram mulheres com facilidade de ficar com os olhos cheios d’água e pediram que elas assistissem a um filme emocionante. Para comparação, foram recolhidas amostras de solução salina (água com cloreto de sódio) passada antes pela face das doadoras. Após a coleta, os líquidos foram apresentados aos homens, para um teste olfativo. Em seguida, homens participantes do estudo foram divididos em dois grupos: um deles sentiu o odor das lágrimas e o outro não. Na sequência, deveriam dizer se sentiam atração por rostos femininos mostrados a eles. Como previsto, os que haviam cheirado as lágrimas julgaram as faces menos -atraentes. Além disso, eles tinham menos testosterona na saliva e declararam-se, em geral, menos excitados sexualmente. Medições da resposta da pele a choques elétricos (impedância cutânea) e exames de imagens cerebrais confirmaram as -autoavaliações. Já o estado de espírito das doadoras não influenciou os resultados da pesquisa. Além disso, os voluntários afirmaram que as gotas do teste não tinham cheiro.
Na opinião dos pesquisadores, as lágrimas provavelmente têm efeito ainda mais intenso em circunstâncias naturais, já que homens que abraçam uma mulher aos prantos têm mais contato com as lágrimas do que os participantes do experimento. Eles cogitam que, ao longo do processo evolutivo, essa reação masculina teria a função de instigar o homem a proteger sua companheira, antes de mais nada.

Mensagem das Águas

Retirado do filme "Quem somos nós?", este momento reflete como a nossa palavra, sentimento ou emoção tem importância para nossa saúde, mente e vida, de um modo geral.
Reflita!

Bom dia a todos!

domingo, 15 de maio de 2011

Aurora!

Um fotógrafo que passou 170 horas filmando a via láctea. O resultado é este filme!

O que te faz pensar este filme??

Tabacalera

De Carmem, de Carlos Saura

Closer

Cena "eu não te amo mais".
Será que funciona tão simples assim?
Veja!

Cunha!

Propaganda antiga

Quando o ato de fumar ainda era visto como um ato de glamour...
Propaganda de 1978, muito legal!

Relações sadomasoquistas...


Nem sempre relações assim são sofridas. Também pode transformar-se num caso de amor. Veja a sinopse deste sensacional filme, cujo título original é Secretary, de 2002.

Secretária - CartazA Secretária, 2002

Sinopse

Após passar algum tempo em um sanatório, Lee Holloway (Maggie Gyllenhaal) volta para a casa de seus pais pronta para recomeçar sua vida. Ela então faz um curso de secretária e tenta um emprego com E. Edward Grey (James Spader), que tem um escritório de advocacia. Apesar dela nunca antes ter trabalhado Lee é contratada por Grey, que não dá importância para sua falta de experiência. Inicialmente o trabalho parece bem normal e entediante, pois só digita, arquiva e faz café e Lee se esforça para agradar seu chefe e sua mãe, Joan (Lesley Ann Warren), se mostra ansiosa para a filha ser bem sucedida. Lentamente Lee e Grey embarcam em uma relação mais pessoal atrás de portas e cruzam linhas de conduta da sexualidade humana, um caso de amor no qual os papéis de dominação e total submissão ambos desempenham perfeitamente.

Volver!

Ética pelo filósofo Cortella

Falsa psicóloga de novo nas ruas

O delegado Maurício Luciano de Almeida e Silva, da Delegacia do Consumidor (Decon), confirmou que a falsa psicóloga presa pela segunda vez no último sábado (7) foi solta no dia seguinte, no domingo (8). Segundo ele, a suspeita teve um habeas corpus concedido no plantão judiciário.
Ela responde a dois processos, sendo um por estelionato e outro por tortura. A falsa psicóloga foi presa pela primeira fez no dia 27 de abril, em flagrante, depois que o pai de uma criança prestou queixa contra ele na polícia. Três dias depois, também graças a um habeas corpus, ela foi posta em liberdade.
Na manhã de quarta-feira (11), o marido da falsa psicóloga prestou depoimento como testemunha na Decon. Segundo o delegado Maurício Luciano, ele negou qualquer envolvimento com a clínica onde a falsa psicóloga fazia os atendimentos e disse que ia ao local apenas para levar e buscar a mulher. O suspeito relatou ainda, segundo o delegado, que desconhece qualquer prática de tortura feita pela mulher.
"Não podemos reclamar da Justiça por soltar a falsa psicóloga. Nosso trabalho é produzir provas. Da última vez que ela foi presa, nós a encontramos na casa de um parente com os passaportes dela, do marido e filho. Além do mais já constatamos destruição de provas, como a retirada do site do ar. Isso são indícios que o casal estaria tentando escapar das acusações, mas cabe à Justiça decidir o que fazer", disse o delegado.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Lembrar de dias felizes, ajuda a ser feliz no futuro

Um novo estudo examina como a personalidade influencia na felicidade pessoal, e a conclusão não surpreende, ao dizer que pessoas que vêem o "copo meio cheio" são mais felizes. Alternativamente, pessoas que concentram-se em experiências negativas do passado e arrependimentos são menos otimistas, e pouco felizes. O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade de San Francisco.
Os pesquisadores analisaram como as pessoas pontuando em cinco traços de sua personalidade, relacionavam com sua visão do tempo e satisfação de vida. O estudo analisava a percepção individual de ser extrovertido, neurótico, aberto, consciente e agradável, cada indivíduo deveria classificar cada traço em alta ou baixa taxa na sua personalidade.
"Descobrimos que pessoas que se vêem altamente extrovertidas são mais felizes com suas vidas, porque elas tendem manter uma visão positiva e nostálgica do passado e estão menos propensos a ter pensamentos negativos e arrependimentos."
"As pessoas no topo da escala de neuróticas têm essencialmente a ver exatamente o oposto do passado e são menos felizes, como resultado," disse o Dr. Ryan Howell, professor assistente de psicologia na Universidade San Francisco.
"Esta é uma boa notícia porque, embora possa ser difícil mudar sua personalidade, você pode ser capaz de alterar a sua visão do tempo e aumentar a sua felicidade", disse Howell.
Os autores sugerem que quem saboreia lembranças felizes ou um reenquadramento de situações dolorosas do passado em uma luz positiva, podem ser formas eficazes para indivíduo aumentar a sua satisfação com a vida.
Numerosos estudos nos últimos 30 anos têm sugerido que a personalidade é um poderoso preditor de satisfação da vida de uma pessoa. As últimas descobertas ajudam a explicar a razão por trás desta relação.
"Os traços da personalidade influenciam a forma como as pessoas olham para o passado, presente e futuro e são essas diferentes perspectivas sobre o tempo que levam a felicidade de uma pessoa", disse Howell.
O novo estudo foi publicado na revista Personality and Individual Differences.


Nível socioeconômico interfere na forma como nosso cérebro reage a outras pessoas

O status social influencia no modo como nosso cérebro responde a outras pessoas de um padrão "superior" ou "inferior" ao nosso. A pesquisa que concluiu tal fenômeno foi realizada no Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos.
Segundo a pesquisa, pessoas de maior status socioeconômico subjetivo apresentam grande atividade cerebral em relação a pessoas que estão no mesmo nível, enquanto aqueles com menor nível têm maior resposta cerebral a indivíduos também com baixo status socioeconômico.
Essas características comportamentais foram identificadas em um componente do sistema cerebral que processas as questões dos valores - região do estriato ventral.
"A forma como interagimos e nos comportamos em relação a outras pessoas é muitas vezes determinada pelo status social dessas pessoas em comparação ao nosso e, portanto, informações sobre o status social são muito valiosas para nós", afirma Caroline Zink, do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos.
"Curiosamente, o valor que atribuímos às informações sobre o estado social de alguém parece depender do nosso próprio status," afirma a pesquisadora.
O estudo baseou-se tanto em dados obtidos em macacos, como também em humanos, através de exames de ressonância magnética funcional (MRI) que mede a atividade do cérebro na zona do estriato ventral.
"O valor que damos às informações associadas ao status - evidenciadas pela intensidade com que nossos centros cerebrais de valor são ativados - não é o mesmo para todos, e é influenciado, pelo menos em parte, pela nossa própria condição socioeconômica subjetiva," afirma Zink
Esse estudo é importante, pois têm implicações para nosso comportamento em sociedade, e pode esclarecer alguns fenômenos sociais. Zink explica que o status socioeconômico não se baseia apenas no dinheiro, mas pode incluir também fatores como as realizações e os hábitos.
A situação socioeconômica em nossa sociedade não é um padrão fixo, logo muda com o tempo.
"Como seres humanos, temos a capacidade de avaliar o nosso entorno e o contexto para determinar nossos sentimentos e o comportamento adequado", diz Zink. "Nós, e a atividade de nosso cérebro, não são estáticos e podem se ajustar em função das circunstâncias."

Depressão faz mesmo o mundo parecer cinzento

Nossa linguagem mostra como associamos as cores ao estado emocional. Não raro dizemos, num momento de desânimo, que o mundo está “acinzentado”. Estudos comprovam que há base orgânica para relacionarmos, por exemplo, cinza e melancolia. Uma pesquisa coordenada pelo médico Ludger Tebartz van Elst, da Universidade de Freiburg, na Alemanha, mostrou que, em pessoas com depressão, os neurônios da retina reagem de forma limitada a contrastes.
O experimento consistiu em colocar eletrodos finíssimos nos globos oculares de voluntários (saudáveis e depressivos) e registrar a estimulação da retina enquanto os participantes observavam vários padrões de tabuleiros de xadrez. Como as diferenças entre claro e escuro são processadas pelas células neurais da retina, os sinais obtidos forneceram indícios sobre a sensibilidade aos contrastes, independentemente da percepção subjetiva dos participantes.
A sensibilidade aos contrastes em voluntários depressivos foi, em média, 50% menor do que nos saudáveis. Não foram constatadas diferenças entre depressivos agudos e crônicos ou que tomavam medicamentos.
A falta de contraste registrada também foi significativa: mais de 90% dos que apresentaram sensibilidade da retina abaixo da média eram depressivos. Segundo os pesquisadores, apesar de o método ainda não ser adequado para ser usado como procedimento de diagnóstico, ele representa uma nova abordagem para definir alterações neurológicas.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Sinceridade é tudo!



Nós, adultos, também somos assim: podemos amar alguém, mas não precisamos gostar desse alguém todas as vezes...rs

A primeira impressão

Em um tempo aproximado de três minutos em uma cabine de recrutamento de emprego, as primeiras impressões dos entrevistadores sobre o entrevistado foram decisivas na escolha. Um Novo estudo da Universidade British Columbia concluiu que a maioria das pessoas dedica grande importância a sua primeira impressão rápida dos outros e que pode estar verdadeiramente correta. Os pesquisadores separaram 100 pessoas em dois grupos diferentes, no qual em uma sessão os 2 grupos tinham exatos 3 minutos para "ficar inteirado" sobre os outros participantes do grupo distinto.
No final dos três minutos de bate-papo, eles avaliaram cada participante e pediram uma classificação sobre as outras pessoas do grupo distinto, rotulando aquelas que "concordaria com uma opinião” ou não (e também questões relativas à personalidade), da pessoa analisada pelo participante.
No estudo foi pedido que os participantes preenchessem formulários sobre sua personalidade e também foi aplicado o questionário a amigos e familiares, para obter uma representação sólida de cada indivíduo dos grupos.
A maior parte dos participantes foram capazes de avaliar superficialmente a personalidade do outro após a visita de três minutos, uma descoberta que corresponde com a pesquisa que sugere que as impressões podem ser precisas após interações curtas.
Curiosamente, pessoas que achavam que teriam um alto grau de exatidão na classificação da personalidade dos outros indivíduos, tiveram o mesmo ranking de acertos das pessoas que declararam sua exatidão moderada.
O pesquisador Jeremy Biesanz, disse que, embora existam diferenças na personalidade, na sua maior parte, as pessoas em um primeiro encontro obviamente preferem mostrarem-se mais amigáveis que briguentos, ou com opiniões dissonantes.
"Muitas decisões importantes são tomadas depois de breves encontros, como o exemplo de uma contratação em uma vaga de emprego, ou em um relacionamento afetivo" disseram os autores.
"Apesar de nossas primeiras impressões geralmente, como demonstrou o estudo, serem precisas, é fundamental para nós reconhecermos quanto elas podem nos faltar sobre o conhecimento do outro."

Repetições...

Orar ajuda a controlar emoções negativas

Uma série de estudos descobriu que depois de uma pessoa ser intencionalmente provocada a ter raiva, ela se acalmará mais rapidamente quando lhe for pedido que reze (ou ore) por alguém que precisa de ajuda ou apoio (um paciente com câncer, por exemplo).
Os pesquisadores também acreditam que o método é eficaz mesmo entre pessoas que não são muito religiosas ou que vão regularmente à igreja. Os estudos também mostraram que a religião a que a pessoa pertence não parece fazer diferença na habilidade de rezar para se acalmar. É preciso ressaltar que quase todos os participantes se identificaram como católicos, de acordo com o estudo publicado pelo periódico Personality and Social Psychology Bulletin.
“Pessoas normalmente recorrem a preces quando elas estão sentindo emoções negativas, inclusive a raiva”, afirma o co-autor do estudo, Brad Bushman, professor de comunicação e psicologia na Ohio State University. “Nós observamos que rezar realmente pode ajudar as pessoas a lidar com sua raiva de uma maneira diferente. Provavelmente as preces ajudam a não levar as ofensas tão a sério.


Dizer palavrões alivia a dor em pessoas que não xingam com frequência, afirma estudo

Dizer palavrões pode ajudar a aliviar a dor - mas apenas em pessoas que não xingam com frequência, concluíram pesquisadores de uma universidade britânica.
O estudo, dos pesquisadores Richard Stephens e Claudia Umland, da Keele University, em Newcastle-Under-Lyme, Inglaterra, será apresentado na conferência anual da British Psychological Society em Glasgow, na Escócia, em maio.
Um estudo feito anteriormente pela dupla já havia constatado que xingar pode reduzir a sensação de dor.
Quando diziam palavrões, participantes conseguiam manter suas mãos dentro de baldes contendo água gelada durante mais tempo.

Alívio da Dor Aguda

O estudo atual examinou se pessoas que dizem palavrões com mais frequência sentem tanto alívio quanto aquelas que xingam menos frequentemente.
Um total de 71 voluntários com idades entre 18 e 46 anos preencheram um questionário que avaliava com que frequência eles diziam palavrões.
Mais uma vez, a tolerância à dor foi medida com base em quanto tempo cada participante conseguia manter suas mãos em um balde contendo água gelada.
Os resultados revelaram que, quando comparados os índices de tolerância à dor com e sem xingamentos, os participantes que tinham o hábito de falar palavrões com mais frequência na vida diária conseguiram menos acréscimo de tempo ao xingar.
"A mensagem deste último estudo é interessante", disse Stephens. "Se por um lado ele diz que xingar, como resposta à dor, pode ser benéfico, também há evidências de que se você xinga com muita frequência em situações do dia a dia o poder do xingamento não vai estar lá quando você precisar dele".
"E se por um lado eu não defenderia o uso do xingamento como parte de uma estratégia médica de controle da dor, nosso estudo sugere que deveríamos ser mais tolerantes em relação a pessoas que xingam quando sentem dor forte".
Stephens acrescentou: "De vez em quando, recebo cartas de pessoas que relatam episódios em que, como adultos, foram castigados por dizer palavrões em situações dolorosas".
"Elas acham que as conclusões dos meus estudos provam que suas ações foram justificadas".

Fenômeno Universal

Stephens e sua equipe acreditam que o alívio da dor ocorra porque xingar desencadeia no organismo a chamada reação de luta ou fuga.
Eles observaram que houve uma aceleração nas batidas do coração dos participantes que xingavam, uma resposta fisiológica associada ao comportamento agressivo.
O estudo provou, portanto, que dizer palavrões produz não apenas uma resposta emocional, mas também física.
Ele ajuda a explicar por que a prática de dizer palavrões persiste na humanidade desde tempos imemoriais.
"(A prática de) xingar existe há séculos e é um fenômeno linguístico humano universal", disse Stephens.
"Ela parece ocupar o lado direito do cérebro, enquanto a maior parte da atividade linguística ocorre no hemisfério esquerdo", explicou.
"Nosso estudo aponta uma possível explicação para por que o xingamento surgiu e por que persiste".


quinta-feira, 7 de abril de 2011

Baixa renda financeira associada a doença mental e tentativas de suícidio, diz estudo

Pesquisa realizada recentemente na Universidade Manitoba, em Winnipeg (Canadá), investiga a relação entre "doença mental" e a renda financeira. A pesquisa propõe se a verificar melhor essa relação, já que pesquisas anteriores tiveram conclusões mistas.
Jitender Sareen, professor da Universidade de Manitoba, e colegas analisaram dados da Pesquisa nacional epidemiológica do Álcool e condições relacionadas (EUA) - o maior estudo longitudinal, inquérito de saúde de base populacional mental - para examinar a relação entre a renda e os transtornos mentais, além das tentativas de suicídio. Um total de 34.653 adultos americanos, com idade entre 20 anos ou mais, foram entrevistados duas vezes, em um intervalo de três anos.
"Os participantes com renda familiar inferior a 20.000 dólares por ano, estavam em risco aumentado de transtornos de humor, durante os três anos de seguimento do estudo em comparação com aqueles com renda de 70.000 dólares ou mais por ano", relatam os autores.
"A diminuição na renda familiar, durante o período de tempo da pesquisa, também foi associada com um risco acrescido de incidente de humor, ansiedade ou transtornos por uso de substância, em comparação com os respondentes, sem qualquer alteração na renda", escrevem eles.
O estudo conclui sobre algo já observado a olho nu, a falta de suporte financeiro a um indivíduo leva ao adoecimento não somente orgânico, mas também psíquico deste, se é que podemos dissociar essas instâncias, no corpo somático. Os autores acreditam que seus resultados do estudo têm importantes implicações na saúde pública.
"Os resultados sugerem que a renda abaixo de U$ $ 20.000 por ano está associada ao aparecimento de características psicopatológicas importantes e que há uma necessidade de intervenções específicas para tratar e prevenir doenças mentais no setor de baixa renda da população", concluem. "As descobertas também sugerem que os adultos com redução da receita estão em maior risco de transtornos do humor e uso de substâncias."

Depressão faz enxergar realidade com mais clareza

Há mais de um século Sigmund Freud já constatou que pessoas deprimidas têm maior acuidade em relação à realidade e, justamente por isso, tendem julgar os outros de forma mais dura – e em geral verdadeira. Mas só agora pesquisadores estão (mais uma vez) comprovando cientificamente que o criador da psicanálise tinha razão também nessa afirmação.
Recentemente, o professor de psicologia Dustin Wood, da Universidade Wake Forest, em parceria com pesquisadores da Universidade de Nebraska e da Universidade de Washington em St. Louis, avaliou como características de personalidade e humor de estudantes universitários influenciavam na avaliação de seus colegas.
Em geral, os mais reclusos, introspectivos e com tendência à depressão percebiam com maior clareza tendências, comportamentos e intenções dissimulados naqueles que os cercavam. Já os que se mostraram mais inclinados a avaliar positivamente os outros, conferindo-lhes características como confiáveis, agradáveis e equilibrados, relataram – pelo menos naquele momento – maior satisfação com a própria vida, melhor desempenho escolar e eram mais bem vistos pelos demais, sendo considerados estáveis e mais preocupados com questões coletivas.
Quando questionados mais a fundo, porém, apresentavam argumentos superficiais para seus julgamentos. Outro fato observado no estudo publicado no Journal of Personality and Social Psychology foi que as mulheres apresentaram maior probabilidade que os homens de qualificar positivamente os colegas. Embora a causa não tenha sido estudada, é bastante provável que elas sejam pressionadas socialmente a serem gentis.
Naturalmente, aqueles que emitiam opiniões assertivas sobre defeitos alheios irritavam seus pares, o que alimentava um círculo vicioso: eles eram, frequentemente, tachados de desagradáveis, antissociais e narcisistas. Segundo Wood, o mais surpreendente foi constatar que essas percepções mudaram pouco, mesmo um ano depois. “A estabilidade dessas tendências significa que podem agir consistentemente como uma lente que escurece ou clareia sua forma de julgar as pessoas e, por isso, pode ser difícil alterar a opinião sobre os outros”, afirma o psicólogo.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Mulheres atraentes esperam que o parceiro pague a conta no primeiro encontro, segundo pesquisa

Segundo uma pesquisa realizada na Escócia, as mulheres bonitas não gostam de dividir a conta no primeiro encontro. As informações foram citadas pelo site Daily Mail.
O estudo, publicado no periódico científico Evolutionary Psychology, foi realizado com 416 pessoas, entre homens e mulheres. Eles foram questionados se acreditavam ser atraentes antes de um suposto encontro.
Em seguida, os participantes tiveram que imaginar um jantar com pessoas mostradas em fotos e avaliaram se ao final do encontro pagariam a conta, pediriam que o outro pagasse ou se iriam sugerir dividir a fatura.
O resultado da pesquisa mostrou que mulheres bonitas foram as menos dispostas a pagar pelo jantar. Com os homens, os mais atrativos também relutaram em pagar a conta sozinhos, exceto quando queriam impressionar.
"Quando um homem se oferece para pagar o jantar, é como se ele dissesse: 'Estou interessado, gostaria de sair de novo, de te ver de novo'. Já quando uma mulher permite que o homem pague para ela, ela está basicamente dizendo que gostaria de ter um segundo encontro", afirmou o pesquisador Michael Stirrat, que participou da pesquisa.
Cerca de 45% das mulheres afirmaram que gostariam que o homem decidisse tudo do encontro, enquanto 30% dos homens sinalizaram essa preferência. Especialistas em etiqueta, por sua vez, dizem que o dever de pagar a conta é de quem convida para sair, não importa sua aparência.

terça-feira, 29 de março de 2011

Traços genéticos podem influenciar o amor?

Um estudo realizado em laboratório por cientistas do Texas com moscas da fruta (Drosophila melanogaster) apontam para a questão genética influenciando fortemente o comportamento social e especificamente as interações sexuais, o estudo foi publicado na edição de janeiro da revista GENETICS.
A pesquisa realizou-se através da comparação de expressões gênicas nos machos (mosca da fruta) que cortejaram fêmeas, machos que interagiram com outros machos e machos que não interagiram com outras moscas. Os investigadores identificaram um conjunto de genes que responderam à presença de ambos os sexos.O estudo também proporcionou a descoberta de que existem genes que são afetados por estar com os membros de determinados sexo, masculino ou feminino. Os investigadores testaram então moscas mutantes que estavam faltando alguns destes genes responsáveis pela sociabilidade e confirmou-se que esses genes em particular são importantes para o comportamento.
Os cientistas prevêem que a análise de genes similares dará uma visão mais aprofundada dos genes e das vias de sinalização neuronal que influenciam a reprodução e outras interações comportamentais.
"Este estudo mostra que estamos começando a compreender cada vez mais sobre a complexa maquinaria genética que afeta as interações sociais", disse Mark Johnston, editor-chefe da revista GENETICS.
Diz ainda Johnston que: "Uma vez que genes similares são identificados em humanos, as implicações serão enormes, já que poderia trazer uma nova compreensão e talvez até mesmo tratamentos para uma ampla gama de transtornos relacionados ao comportamento social”.

terça-feira, 22 de março de 2011

Pessoas que gostam de gatos costumam ser mais egoístas que as que gostam de cães, diz pesquisa


Muitos veem o cão como extremamente fiel e o gato como egocentrado, amante da liberdade. Curiosos, cientistas se perguntaram se os donos teriam características similares.
Será que os apaixonados por cachorros são mais comprometidos com os outros e com situações de forma geral e os que preferem gatos, mais temperamentais e voltados às próprias necessidades? Pesquisadores da Universidade do Texas em Austin afirmam que sim. Foi o que mostrou um estudo on-line coordenado pelo psicólogo Samuel Gosling.
Foram analisados cinco traços de personalidade de mais de 4.500 voluntários: comprometimento, extroversão, abertura para novas experiências, tolerância social e estabilidade emocional (também chamada neuroticismo). Por fim, independentemente de possuírem um animal doméstico, os participantes deveriam classificar-se como “felino”, “canino” ou ambos.
Como esperado, aqueles que se autodenominaram “tipos caninos” realmente eram, em média, mais extrovertidos e preocupados com questões coletivas que os “felinos”. Esse último grupo se mostrou mais instável emocionalmente, menos empático, porém, mais aberto a novidades. Os pesquisadores, no entanto, reconhecem que são necessários mais estudos nessa área. Eles acreditam que determinar precisamente com quais espécies as pessoas mais se harmonizam pode ajudar a promoção da terapia com animais. Mas para isso precisariam ser pesquisados perfis dos que se encantam com cavalos, peixes, hamsters e pássaros.