segunda-feira, 25 de abril de 2011

Sinceridade é tudo!



Nós, adultos, também somos assim: podemos amar alguém, mas não precisamos gostar desse alguém todas as vezes...rs

A primeira impressão

Em um tempo aproximado de três minutos em uma cabine de recrutamento de emprego, as primeiras impressões dos entrevistadores sobre o entrevistado foram decisivas na escolha. Um Novo estudo da Universidade British Columbia concluiu que a maioria das pessoas dedica grande importância a sua primeira impressão rápida dos outros e que pode estar verdadeiramente correta. Os pesquisadores separaram 100 pessoas em dois grupos diferentes, no qual em uma sessão os 2 grupos tinham exatos 3 minutos para "ficar inteirado" sobre os outros participantes do grupo distinto.
No final dos três minutos de bate-papo, eles avaliaram cada participante e pediram uma classificação sobre as outras pessoas do grupo distinto, rotulando aquelas que "concordaria com uma opinião” ou não (e também questões relativas à personalidade), da pessoa analisada pelo participante.
No estudo foi pedido que os participantes preenchessem formulários sobre sua personalidade e também foi aplicado o questionário a amigos e familiares, para obter uma representação sólida de cada indivíduo dos grupos.
A maior parte dos participantes foram capazes de avaliar superficialmente a personalidade do outro após a visita de três minutos, uma descoberta que corresponde com a pesquisa que sugere que as impressões podem ser precisas após interações curtas.
Curiosamente, pessoas que achavam que teriam um alto grau de exatidão na classificação da personalidade dos outros indivíduos, tiveram o mesmo ranking de acertos das pessoas que declararam sua exatidão moderada.
O pesquisador Jeremy Biesanz, disse que, embora existam diferenças na personalidade, na sua maior parte, as pessoas em um primeiro encontro obviamente preferem mostrarem-se mais amigáveis que briguentos, ou com opiniões dissonantes.
"Muitas decisões importantes são tomadas depois de breves encontros, como o exemplo de uma contratação em uma vaga de emprego, ou em um relacionamento afetivo" disseram os autores.
"Apesar de nossas primeiras impressões geralmente, como demonstrou o estudo, serem precisas, é fundamental para nós reconhecermos quanto elas podem nos faltar sobre o conhecimento do outro."

Repetições...

Orar ajuda a controlar emoções negativas

Uma série de estudos descobriu que depois de uma pessoa ser intencionalmente provocada a ter raiva, ela se acalmará mais rapidamente quando lhe for pedido que reze (ou ore) por alguém que precisa de ajuda ou apoio (um paciente com câncer, por exemplo).
Os pesquisadores também acreditam que o método é eficaz mesmo entre pessoas que não são muito religiosas ou que vão regularmente à igreja. Os estudos também mostraram que a religião a que a pessoa pertence não parece fazer diferença na habilidade de rezar para se acalmar. É preciso ressaltar que quase todos os participantes se identificaram como católicos, de acordo com o estudo publicado pelo periódico Personality and Social Psychology Bulletin.
“Pessoas normalmente recorrem a preces quando elas estão sentindo emoções negativas, inclusive a raiva”, afirma o co-autor do estudo, Brad Bushman, professor de comunicação e psicologia na Ohio State University. “Nós observamos que rezar realmente pode ajudar as pessoas a lidar com sua raiva de uma maneira diferente. Provavelmente as preces ajudam a não levar as ofensas tão a sério.


Dizer palavrões alivia a dor em pessoas que não xingam com frequência, afirma estudo

Dizer palavrões pode ajudar a aliviar a dor - mas apenas em pessoas que não xingam com frequência, concluíram pesquisadores de uma universidade britânica.
O estudo, dos pesquisadores Richard Stephens e Claudia Umland, da Keele University, em Newcastle-Under-Lyme, Inglaterra, será apresentado na conferência anual da British Psychological Society em Glasgow, na Escócia, em maio.
Um estudo feito anteriormente pela dupla já havia constatado que xingar pode reduzir a sensação de dor.
Quando diziam palavrões, participantes conseguiam manter suas mãos dentro de baldes contendo água gelada durante mais tempo.

Alívio da Dor Aguda

O estudo atual examinou se pessoas que dizem palavrões com mais frequência sentem tanto alívio quanto aquelas que xingam menos frequentemente.
Um total de 71 voluntários com idades entre 18 e 46 anos preencheram um questionário que avaliava com que frequência eles diziam palavrões.
Mais uma vez, a tolerância à dor foi medida com base em quanto tempo cada participante conseguia manter suas mãos em um balde contendo água gelada.
Os resultados revelaram que, quando comparados os índices de tolerância à dor com e sem xingamentos, os participantes que tinham o hábito de falar palavrões com mais frequência na vida diária conseguiram menos acréscimo de tempo ao xingar.
"A mensagem deste último estudo é interessante", disse Stephens. "Se por um lado ele diz que xingar, como resposta à dor, pode ser benéfico, também há evidências de que se você xinga com muita frequência em situações do dia a dia o poder do xingamento não vai estar lá quando você precisar dele".
"E se por um lado eu não defenderia o uso do xingamento como parte de uma estratégia médica de controle da dor, nosso estudo sugere que deveríamos ser mais tolerantes em relação a pessoas que xingam quando sentem dor forte".
Stephens acrescentou: "De vez em quando, recebo cartas de pessoas que relatam episódios em que, como adultos, foram castigados por dizer palavrões em situações dolorosas".
"Elas acham que as conclusões dos meus estudos provam que suas ações foram justificadas".

Fenômeno Universal

Stephens e sua equipe acreditam que o alívio da dor ocorra porque xingar desencadeia no organismo a chamada reação de luta ou fuga.
Eles observaram que houve uma aceleração nas batidas do coração dos participantes que xingavam, uma resposta fisiológica associada ao comportamento agressivo.
O estudo provou, portanto, que dizer palavrões produz não apenas uma resposta emocional, mas também física.
Ele ajuda a explicar por que a prática de dizer palavrões persiste na humanidade desde tempos imemoriais.
"(A prática de) xingar existe há séculos e é um fenômeno linguístico humano universal", disse Stephens.
"Ela parece ocupar o lado direito do cérebro, enquanto a maior parte da atividade linguística ocorre no hemisfério esquerdo", explicou.
"Nosso estudo aponta uma possível explicação para por que o xingamento surgiu e por que persiste".


quinta-feira, 7 de abril de 2011

Baixa renda financeira associada a doença mental e tentativas de suícidio, diz estudo

Pesquisa realizada recentemente na Universidade Manitoba, em Winnipeg (Canadá), investiga a relação entre "doença mental" e a renda financeira. A pesquisa propõe se a verificar melhor essa relação, já que pesquisas anteriores tiveram conclusões mistas.
Jitender Sareen, professor da Universidade de Manitoba, e colegas analisaram dados da Pesquisa nacional epidemiológica do Álcool e condições relacionadas (EUA) - o maior estudo longitudinal, inquérito de saúde de base populacional mental - para examinar a relação entre a renda e os transtornos mentais, além das tentativas de suicídio. Um total de 34.653 adultos americanos, com idade entre 20 anos ou mais, foram entrevistados duas vezes, em um intervalo de três anos.
"Os participantes com renda familiar inferior a 20.000 dólares por ano, estavam em risco aumentado de transtornos de humor, durante os três anos de seguimento do estudo em comparação com aqueles com renda de 70.000 dólares ou mais por ano", relatam os autores.
"A diminuição na renda familiar, durante o período de tempo da pesquisa, também foi associada com um risco acrescido de incidente de humor, ansiedade ou transtornos por uso de substância, em comparação com os respondentes, sem qualquer alteração na renda", escrevem eles.
O estudo conclui sobre algo já observado a olho nu, a falta de suporte financeiro a um indivíduo leva ao adoecimento não somente orgânico, mas também psíquico deste, se é que podemos dissociar essas instâncias, no corpo somático. Os autores acreditam que seus resultados do estudo têm importantes implicações na saúde pública.
"Os resultados sugerem que a renda abaixo de U$ $ 20.000 por ano está associada ao aparecimento de características psicopatológicas importantes e que há uma necessidade de intervenções específicas para tratar e prevenir doenças mentais no setor de baixa renda da população", concluem. "As descobertas também sugerem que os adultos com redução da receita estão em maior risco de transtornos do humor e uso de substâncias."

Depressão faz enxergar realidade com mais clareza

Há mais de um século Sigmund Freud já constatou que pessoas deprimidas têm maior acuidade em relação à realidade e, justamente por isso, tendem julgar os outros de forma mais dura – e em geral verdadeira. Mas só agora pesquisadores estão (mais uma vez) comprovando cientificamente que o criador da psicanálise tinha razão também nessa afirmação.
Recentemente, o professor de psicologia Dustin Wood, da Universidade Wake Forest, em parceria com pesquisadores da Universidade de Nebraska e da Universidade de Washington em St. Louis, avaliou como características de personalidade e humor de estudantes universitários influenciavam na avaliação de seus colegas.
Em geral, os mais reclusos, introspectivos e com tendência à depressão percebiam com maior clareza tendências, comportamentos e intenções dissimulados naqueles que os cercavam. Já os que se mostraram mais inclinados a avaliar positivamente os outros, conferindo-lhes características como confiáveis, agradáveis e equilibrados, relataram – pelo menos naquele momento – maior satisfação com a própria vida, melhor desempenho escolar e eram mais bem vistos pelos demais, sendo considerados estáveis e mais preocupados com questões coletivas.
Quando questionados mais a fundo, porém, apresentavam argumentos superficiais para seus julgamentos. Outro fato observado no estudo publicado no Journal of Personality and Social Psychology foi que as mulheres apresentaram maior probabilidade que os homens de qualificar positivamente os colegas. Embora a causa não tenha sido estudada, é bastante provável que elas sejam pressionadas socialmente a serem gentis.
Naturalmente, aqueles que emitiam opiniões assertivas sobre defeitos alheios irritavam seus pares, o que alimentava um círculo vicioso: eles eram, frequentemente, tachados de desagradáveis, antissociais e narcisistas. Segundo Wood, o mais surpreendente foi constatar que essas percepções mudaram pouco, mesmo um ano depois. “A estabilidade dessas tendências significa que podem agir consistentemente como uma lente que escurece ou clareia sua forma de julgar as pessoas e, por isso, pode ser difícil alterar a opinião sobre os outros”, afirma o psicólogo.