quarta-feira, 4 de maio de 2011

Nível socioeconômico interfere na forma como nosso cérebro reage a outras pessoas

O status social influencia no modo como nosso cérebro responde a outras pessoas de um padrão "superior" ou "inferior" ao nosso. A pesquisa que concluiu tal fenômeno foi realizada no Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos.
Segundo a pesquisa, pessoas de maior status socioeconômico subjetivo apresentam grande atividade cerebral em relação a pessoas que estão no mesmo nível, enquanto aqueles com menor nível têm maior resposta cerebral a indivíduos também com baixo status socioeconômico.
Essas características comportamentais foram identificadas em um componente do sistema cerebral que processas as questões dos valores - região do estriato ventral.
"A forma como interagimos e nos comportamos em relação a outras pessoas é muitas vezes determinada pelo status social dessas pessoas em comparação ao nosso e, portanto, informações sobre o status social são muito valiosas para nós", afirma Caroline Zink, do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos.
"Curiosamente, o valor que atribuímos às informações sobre o estado social de alguém parece depender do nosso próprio status," afirma a pesquisadora.
O estudo baseou-se tanto em dados obtidos em macacos, como também em humanos, através de exames de ressonância magnética funcional (MRI) que mede a atividade do cérebro na zona do estriato ventral.
"O valor que damos às informações associadas ao status - evidenciadas pela intensidade com que nossos centros cerebrais de valor são ativados - não é o mesmo para todos, e é influenciado, pelo menos em parte, pela nossa própria condição socioeconômica subjetiva," afirma Zink
Esse estudo é importante, pois têm implicações para nosso comportamento em sociedade, e pode esclarecer alguns fenômenos sociais. Zink explica que o status socioeconômico não se baseia apenas no dinheiro, mas pode incluir também fatores como as realizações e os hábitos.
A situação socioeconômica em nossa sociedade não é um padrão fixo, logo muda com o tempo.
"Como seres humanos, temos a capacidade de avaliar o nosso entorno e o contexto para determinar nossos sentimentos e o comportamento adequado", diz Zink. "Nós, e a atividade de nosso cérebro, não são estáticos e podem se ajustar em função das circunstâncias."

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